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Conurb convidada para falar de estacionamento na Câmara

A Comissão de Urbanismo, Obras, serviços Públicos e Meio Ambiente reuniu-se na tarde de quarta-feira e emendou a redação final do Projeto de Lei Complementar nº 13/2011 que dispõem sobre o projeto de implantação do denominado InovaPark, ou o parque tecnológico das universidades que foi protocolado no suporte técnico. O projeto integra a Univille, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Pontifícia Universidade Católica (PUC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Em seguida o presidente da comissão, vereador Lauro Kalfels, e os demais integrantes, vereadores Jucélio Girardi, João Rinaldi e Roberto Bisone entregaram uma cópia do documento para a vice-reitora da Univille, professora Sandra Furlan e para a engenheira Geórgia Cristina Roveda Campos. Por decisão dos vereadores foi acordado que a direção da Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb) será convidada para comparecer na reunião da comissão, da próxima quarta-feira, dia 13, às 16 horas, na sala de comissões da Câmara de Vereadores para tratar do projeto para a implantação do estacionamento rotativo na avenida Hermann August Lepper, no trecho compreendido entre as ruas D. Francisca e Itaiópolis, envolvendo os bairros centro e América. “Vamos solicitar informações sobre a implantação do estacionamento, como pretendem fazer e quais os motivos”, disse o presidente Lauro Kalfels.{jcomments on}

Comissão de Saúde debate a saúde pública em Joinville

Os problemas na saúde pública em Joinville são históricos e de difícil solução a curto e médio prazo considerando a demanda de fortes investimentos de recursos dos Governos Estadual e Federal, afirmou o médico Renato Castro, diretor do Hospital Regional (HR). A tese foi sendo reforçada na medida em que os gestores dos hospitais, pronto atendimentos, Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e Conselho Municipal de Saúde fizeram ampla exposição dos atendimentos nos respectivos estabelecimentos de saúde, das carências e deficiências do setor. O assunto foi tratado na reunião da Comissão de Saúde, Assistência e Previdência Social da Câmara de Vereadores de Joinville, na tarde de ontem, que teve a participação dos vereadores Adilson Mariano, Tânia Eberhardt, Roberto Bisoni e Odir Nunes.

Castro diz que Regional é ocioso

Castro disse que, “nada mudou nos últimos 10 anos”, e fez a comparação: o HR possui 237 leitos e faz 337 cirurgias/mês, “é muito insignificante o que se faz perto do que pode fazer, inclusive o hospital tem espaço para ampliar o número de leitos”, disse. Inclusive, segundo Castro, o Regional possui uma máquina de ressonância que produz bem abaixo do que poderia fazer por falta de médico especializado. Enquanto isso a SMS é obrigada a comprar exames da rede privada para atender a demanda existente. Além de faltar enfermeiros, técnicos em enfermagem e médicos, o hospital possui hoje um déficit mensal de R$ 3 milhões, que o diretor espera solucionar com o apoio do secretário Estadual de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira.

Perduram os antigos problemas no São José

Para o diretor do Hospital São José, médico Tomio Tomita, atualmente uma das lutas da direção é a conclusão do Complexo Emergencial Ulysses Guimarães. Para isso são necessários de recursos na ordem de R$ 8 milhões. Ele falou sobre o atraso de mais de 15 dias do término da reforma do 4º andar, com mais 40 leitos, que está dependendo de um aditivo que será pago com recursos do hospital e da Secretaria Municipal da Saúde. Como será preciso equipar e mobiliar o local, Tomio acredita que vai demorar para entregar o 4º andar. Outro problema que enfrenta o nosocômio é a grande demanda de pacientes de municípios que não possuem referência com a saúde pública de Joinville. O levantamento feito até outubro de 2010 somou 400 pacientes vindos de fora, até de Paranaguá (PR). Questão difícil para uma solução enfrentada pelo São José está no atendimento do pronto socorro onde, segundo o diretor, 60% dos pacientes não são casos emergenciais e sim na rede de Atenção Básica de Saúde, “nós atendemos, mas o custo torna-se alto para o hospital que atende entre 100 e 120 pacientes/dia”, resumiu.

Hospital Infantil pode fazer mais

Apenas 6.500 atendimentos são prestados mensalmente no Hospital Materno Infantil Doutor Jeser Amarante Faria que possui capacidade para fazer muito mais, porém, falta pactuação com outros municípios, informou o diretor, o médico Armando Lorga. Em 2010 foram feitos 75 mil atendimentos, “fazemos 50 nascimentos/mês quando eram esperados de 100 a 150, deixando equipes médicas ociosas”, disse Lorga. Ele revelou que atualmente o hospital já realiza, em pediatria, cirurgias cardíacas, neurológicas (tumores) e de coluna (único no Estado). O coordenador dos três PAs, Júlio Cesar Malschitzky relatou que o PA Sul é o mais procurado com a média de 18 mil atendimentos/mês, ou seja, cerca de 600 casos/dia, sendo que nas segundas-feiras pode chegar a 900 pacientes, “trata-se do dia do atestado”, informa. O PA Norte faz a média de 9 mil atendimentos/mês (300 casos/dia), enquanto o PA Leste atende a média de 6 mil pacientes/mês. Ele revelou que as unidades sofrem com a falta de médicos pediatras, “ainda assim em 2010 passaram pelos PAs 381 mil pessoas”, disse Malschitzky.

Diagnóstico de Adilson Mariano

A SMS informou que trabalha para que a população procure atendimento nos estabelecimentos de saúde adotando sempre o “protocolo de Manchester” (método de acolhimento ao cidadão e garantia de um melhor acesso aos serviços de urgência/emergência), como forma de racionalizar o atendimento de acordo com mal do paciente. Para aperfeiçoar os atendimentos na saúde pública de Joinville a SMS mantêm 671 agentes comunitários de saúde, 36 unidades Estratégia da Saúde da Família, 57 postos da rede de Atenção Básica de Saúde, além de disponibilizar 440 procedimentos na rede médica. A maior dificuldade enfrentada pela SMS hoje é a falta de médicos disponíveis no mercado para serem contratados. Para o presidente da Comissão de Saúde, vereador Adilson Mariano, após ouvir os usuários do sistema, em audiência pública, realizada na noite de quinta-feira, é que, juntamente com os demais integrantes da comissão, irá realizar um diagnóstico para propor medidas através do legislativo.

 

Sabemos que hoje são necessários recursos do Governo do Estado e Federal para estruturar os hospitais, ampliar a formação para contratação de médicos, criar meios para que os 60% de atendimentos que procuram os hospitais se dirijam à atenção básica, enfim promover mudanças para melhorar, enfatizou o parlamentar.

Ex-presidente da Câmara recebe livro

O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Joinville, Mário Edmundo Lobo, recebeu hoje um exemplar do livro “Da Comuna aos Tempos Atuais: A história do Legislativo de Joinville”. Lobo dirigiu o parlamento municipal em 1966 e 1967. Ao longo de sua carreira política, foi também secretário estadual de Justiça e de Turismo, e secretário municipal de turismo.

OAB opina sobre revisão no número de vereadores

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Joinville, Miguel Teixeira, entregou hoje ao presidente da Câmara de Vereadores, vereador Odir Nunes, um documento no qual tece algumas ponderações sobre a revisão constitucional do número de vereadores a que todas as Câmaras Municipais do país estão sujeitas por conta da promulgação da Emenda Constitucional nº 58.

Teixeira disse a Nunes que, embora não haja qualquer projeto de lei em tramitação no Poder Legislativo de Joinville para estabelecer nova composição, as opiniões expressadas no documento são extemporâneas. O advogado destacou que elas foram cunhadas entre os 27 conselheiros da seção joinvilense e que representam o consenso entre os dois mil associados.

Câmara intermedeia pleito de idosos com a PMJ

A Câmara, por meio do presidente, vereador Odir Nunes, intermediou hoje um encontro entre o chefe de gabinete do prefeito, Eduardo Dalbosco, e diretores da Associação Beneficente de Inativo e Pensionistas de Joinville (Abip). Os idosos aguardavam um encontro com algum correligionário de Carlito Merss (ou com ele) havia meses, porque estão passando por dificuldades para manter os serviços devido ao corte de um rapasse mensal de R$ 11,5 mil.

O presidente da entidade, Ricardo Francisco Ferrari, disse que, antes da escassez na verba, eram atendidos diariamente na associação cerca de 500 idosos, número que, hoje, não chega a 10% disso. A Abip, informou o vice-presidente Horácio Ramos, provê subsídios a serviços médicos, realiza trabalhos sociais e oferece oficinas e entretenimento à turma da terceira idade.

Segundo a secretária da Abip, Heloísa Ramos, que é também presidente da Apae de Joinville e do Conselho Municipal de Assistência Social, os repasses estão escassos não só na Abip, mas em diversas entidades e associações filantrópicas da cidade. Os dirigentes enfatizaram o fato de não serem recebidos pelo prefeito e pela secretaria de Assistência Social para discutir o assunto.

Dalbosco ouviu todas as críticas do trio e justificou a falta de uma audiência pela agenda congestionada de Carlito Merss. O correligionário disse, ainda, que a Prefeitura dispensa R$ 1,8 milhões por mês às entidades, mas a demanda pode chegar a R$ 5 milhões. O chefe de gabinete pediu a compreensão da Abip, pois os recursos estão escassos em todas as áreas da administração.

“Os senhores acham que a cidade está cheia de buracos de graça? A Prefeitura de Joinville, se fosse uma empresa, já teria quebrado. Estamos fazendo um esforço sobre-humano para equilibrar as despesas com a receita e voltar a fazer os investimentos de que todos precisamos”, disse Dalbosco.

Portal da Transparência

Você pode acompanhar toda a prestação de contas da Câmara de Vereadores de Joinville por meio dos menus ao lado. Para mais informações, com base na Lei de Acesso à Informação, utilize o e-mail.

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